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PIX ganha novas funções

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Escrito por Certificado Digital
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O PIX é um sistema de transferências que já caiu no gosto dos Brasileiros. Com pouco mais de um ano de existência ele já vem se tornando o principal método de transacionar dinheiro entre pessoas físicas e jurídicas.

Sua facilidade, praticidade e agilidade estão entre os principais motivos para esse crescimento tão rápido. Contudo, o Banco Central não se deu por satisfeito e criou novas opções e funcionalidades que podem ser realizadas com essa ferramenta.

Neste artigo, mostraremos quais são essas novas funções, entre outros aspectos importantes relacionados ao PIX. Confira!

Como foi o primeiro ano do PIX?

Antes de qualquer coisa, é importante entendermos como o PIX vem sendo utilizado pelos Brasileiros. Segundo dados do Banco Central do Brasil (BCB) após pouco mais de um ano já temos mais de 364 milhões de chaves cadastradas. A maioria esmagadora pertence às pessoas físicas.

O que explica um número de chaves tão superior à quantidade de pessoas residentes em nosso país é a possibilidade de criação de um código para cada conta. Ou seja, geralmente, os usuários do sistema têm mais de uma conta bancária em seu CPF, o que gera um número maior de chaves.

Quando olhamos para as transações os números também são assustadores. São mais de 1,2 bilhões de transferências dos mais variados valores feitos entre pessoas físicas e empresas. O mais interessante é que os gráficos apresentados pelo BCB mostram um crescimento ascendente que ainda não chegou na estabilidade.

Uma pesquisa do Data Folha em parceria com a Zetta mostrou que 96% da população já conhece essa modalidade de transferência — o que é um número realmente impressionante. Nesse sentido, a expectativa é de que os números continuem crescendo e mais pessoas utilizem o PIX no dia a dia, especialmente, após a criação das novas funções recém divulgadas.

Quais são as novas funções do PIX?

Basicamente, são duas novidades que o sistema de pagamento recebeu nos últimos meses. O PIX Saque e o PIX Troco. Ambos serão oferecidos gratuitamente, mas terão limites de 8 saques por mês e o valor não poderá ultrapassar o limite de R$ 500,00 durante o dia e R$ 100,00 a noite entre as 20h e 06h.

No caso do saque, o cliente pode escolher um estabelecimento autorizado a oferecer o serviço. Assim, ele faz um PIX para essa empresa a partir de um código QR ou por meio do próprio aplicativo do prestador de serviços. Desse modo, ele entrega o valor transferido pelo usuário em espécie.

No caso do PIX Troco, o lojista tem a opção de devolver o troco em espécie para o consumidor que paga um valor maior pelo produto por meio do PIX. Ou seja, você pode comprar um produto de R$ 50,00 e pagar R$ 100,00 pelo PIX. Dessa maneira, o lojista devolverá R$ 50,00 em espécie como forma de troco.

O que mudou ao longo do tempo?

As novidades e mudanças do PIX não se limitam apenas a oferecer funcionalidades para facilitar o dia a dia dos brasileiros. Também foi preciso pensar na segurança. Apesar de ser um sistema que revolucionou a forma que as pessoas transacionam recursos, o PIX também trouxe algumas preocupações.

Como era possível transferir qualquer valor, independentemente do horário, estavam ocorrendo sequestros relâmpagos em algumas cidades brasileiras. Para coibir essas práticas, o BCB criou dois mecanismos. O principal é o bloqueio cautelar de recursos.

Funciona da seguinte forma: se os sistemas da instituição financeira notarem alguma tentativa de golpe ou roubo, a conta do usuário é bloqueada por até 72 horas — se o usuário tentar fazer uma transferência em valores elevados em horário noturno ou realizar uma transação incomum, por exemplo. Nesse período, a instituição analisará se realmente houve fraude.

Outro mecanismo que também foi criado é o Mecanismo Especial de Devolução (MED). Nesse caso, a vítima de uma fraude pode acionar o canal de atendimento de sua instituição financeira informando que ocorreu um crime e que os recursos devem ser bloqueados.

Em seguida, a instituição fará uma análise no prazo de 7 dias. Caso a fraude seja comprovada, o valor será devolvido à vítima do golpe. Para finalizar, também foram impostos limites de transações em horários noturnos.

Desde outubro de 2021, as transferências realizadas por meio do PIX entre as 20h e 6h têm um limite de R$ 1.000,00.

Como o PIX facilitou a vida dos empresários?

Sem dúvidas, uma das principais facilidades que o PIX trouxe para os empresários são as taxas cobradas por bancos em transações. Existem casos em que o valor pode chegar a R$ 10,00.

Para um negócio que precisa fazer dezenas ou centenas de transferências, esse valor pode perfazer um montante considerável ao final do mês. Com o PIX, esse custo foi brutalmente reduzido, melhorando a gestão financeira das empresas.

Outro ponto de destaque é a inexistência de limites de transferências. Por meio do PIX, o setor financeiro pode transacionar qualquer valor, independentemente do horário ou do dia da semana.

Vale a pena ressaltar que as pessoas jurídicas não entraram para a regra de limitações em horário noturno que mencionamos anteriormente. Afinal, dificilmente uma empresa realizará esse tipo de transação fora do seu horário de expediente.

Além disso, geralmente, os smartphones utilizados no ambiente empresarial costumam ficar protegidos no estabelecimento. Logo, o risco de acontecer alguma fraude é consideravelmente menor nesses casos. Por isso, a regra de limitação não se aplica.

Também é importante destacar a possibilidade de transacionar os valores de forma instantânea. Modalidades mais antigas como o TED e DOC poderiam demorar dias para serem efetivadas, dependendo de quando eram feitas. Até mesmo as transferências entre contas do mesmo banco são mais demoradas que o PIX, que ocorre instantaneamente.

Por fim, podemos concluir que o PIX, de fato, foi uma grande revolução na vida dos brasileiros. É uma ferramenta que veio para ficar e trouxe consigo uma série de benefícios relacionados à praticidade, conforto e agilidade, proveitosos tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

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