A obrigatoriedade de adesão ao e-Social começa em 1º de janeiro de 2018, mas um ambiente de testes já será disponibilizado agora, em julho, primeiramente para as companhias de tecnologia da informação. Esse assunto foi o tema da última reunião do Grupo de Trabalho Confederativo do e-Social (GTC), realizada recentemente em Brasília (DF).

 

“A ideia é abrir um canal para que um determinado segmento possa fazer testes e proporcionar melhorias para a implantação do sistema”, disse Sandra Batista, conselheira do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), que representa a entidade no GTC. “A adesão das empresas ao e-Social trará redução de custos a médio prazo, à medida que irá integrar as obrigações trabalhistas e previdenciárias em um único sistema”, completou.

 

Segundo Sandra, com o e-Social haverá um ganho de produtividade e redução de processos para as empresas, pois, em uma única declaração, poderão constar todas as informações referentes às relações trabalhistas, como Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

 

O coordenador do GTC, José Alberto Maia, disse que a implantação do e-Social será feita de forma escalonada. “As empresas de TI serão as primeiras a testar o sistema para que possam integrar seus programas, soluções e aplicativos à plataforma”, ressaltou. Depois, o sistema ficará aberto para outras empresas que serão divididas em grupos.

 

O e-Social é um módulo do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Seu principal objetivo é desburocratizar as relações entre contribuinte e o fisco. O GTC é formado por representantes do CFC, Ministério do Trabalho, Receita Federal, da Caixa Econômica Federal, do Sistema S, da Confederação Nacional da Indústria, da Confederação Nacional do Comércio, da Confederação Nacional da Agricultura, da Fenacon, de cooperativas, do Sebrae e de empresas de softwares.