Compre já seu Certificado
Imagem do artigo

Private Equity: o que é e como funciona esse investimento?

Avatar
Escrito por Certificado Digital
Nota dos leitores
para este artigo:
9.3

De forma geral, o meio mais utilizado para que as pessoas invistam em empresas é a Bolsa de Valores (B3). No entanto, existem diversos outros meios que podem ser utilizados para fazer um investimento. Por isso, é interessante que você também saiba o que é Private Equity para expandir seu conhecimento e passar a ter mais alternativas para fazer suas estratégias.

O Private Equity é uma forma privada de executar ações financeiras que não estejam ligadas à Bolsa de Valores, e sim diretamente com as empresas. Se você quer saber mais sobre essa estratégia, continue lendo este material para aprender seu conceito, como funciona, saber exemplos práticos e muito mais. Acompanhe!

O que é Private Equity?

Private equity é uma forma de investimento que envolve a compra de participações em empresas que não estão listadas na B3.

Em outras palavras, é um tipo de investimento em empresas que não são negociadas publicamente, ou seja, que não estão disponíveis para investimento no mercado de ações. No entanto, o objetivo dos investidores ainda é gerar retornos significativos.

Investidores

Na maior parte dos casos, os investidores em Private Equity são:

  • fundos de investimento;
  • empresas de investimento;
  • empresas de capital de risco;
  • gestoras de ativos;
  • investidores individuais de alto patrimônio líquido.

Esses players fornecem capital para empresas que precisam de financiamento para crescer, expandir ou se reestruturar. Em troca, esses indivíduos recebem uma participação acionária na empresa, fazendo parte da gestão e tomada de decisões estratégicas.

Uma das principais características do Private Equity é o horizonte de investimento mais longo em comparação com o investimento em ações de empresas listadas em bolsas de valores. Na prática, os investidores em Private Equity, geralmente, mantêm suas participações em empresas por um período de 5 a 10 anos, ou até mais, antes de vendê-las.

Outra diferença está na sua atuação, pois durante esse período eles trabalham em estreita colaboração com a administração da empresa para melhorar a eficiência, aumentar a rentabilidade e criar valor para os acionistas.

Tipos de investimentos

Existem vários tipos de investimentos em Private Equity, como:

  • capital de crescimento — é um investimento em empresas que buscam financiamento para expandir seus negócios, lançar novos produtos ou entrar em novos mercados;
  • aquisições alavancadas — envolvem a compra de uma empresa usando uma combinação de capital próprio e dívida, com o objetivo de melhorar o desempenho da empresa e aumentar o valor para os acionistas;
  • investimentos em empresas em dificuldades financeiras — são feitos em empresas que enfrentam problemas financeiros, com o objetivo de ajudá-las a se recuperar.

Processo de investimento

O processo de investimento em Private Equity começa com a identificação de oportunidades de investimento por meio de pesquisas, análises e avaliação de empresas em potencial. Os interessados realizam uma diligência prévia para avaliar os aspectos financeiros, operacionais e legais da empresa, e determinar seu potencial de crescimento e rentabilidade.

Uma vez que um acordo é fechado, os investidores trabalham em estreita colaboração com a administração da empresa para implementar um plano de negócios estratégico e criar valor para os acionistas.

Crescimento

O setor de Private Equity cresceu significativamente nos últimos anos, com investimentos em todo o mundo, atingindo um valor recorde de mais de US$ 1 trilhão em negócios no ano de 2022, de acordo com dados da Pitchbook. O setor é altamente competitivo e requer conhecimentos especializados em finanças, negócios, contabilidade, direito e gestão empresarial.

No entanto, o Private Equity também enfrenta críticas por suas práticas de alavancagem financeira, que podem aumentar significativamente o risco de falência das empresas investidas.

Além disso, algumas empresas de Private Equity foram acusadas de obter lucros excessivos em detrimento dos interesses das empresas investidas e de seus funcionários. Essas críticas têm levado a um debate sobre se o setor de Private Equity deve ser mais regulamentado para proteger os interesses das organizações investidas e do público em geral.

Como o Private Equity funciona?

Essas empresas de Private Equity geralmente têm um alto potencial de crescimento, mas precisam de financiamento para expandir seus negócios.

O objetivo do Private Equity é gerar retornos significativos para os investidores. Isso é alcançado quando os investidores trabalham diretamente com a administração da empresa investida para:

  • desenvolver estratégias para aumentar sua segurança (como criar fundos de reserva);
  • adquirir outras empresas para expandir os negócios;
  • implementar um plano de negócios estratégico;
  • melhorar o fluxo de caixa;
  • aumentar a rentabilidade;
  • melhorar a eficiência;
  • reduzir custos;
  • expandir a base de clientes;
  • criar valor para os acionistas.

O grau de importância dos investidores depende do capital investido e do acordo firmado. Essas pessoas podem se tornar acionistas minoritários ou majoritários. Isso pode incluir a introdução de novos produtos ou serviços, a entrada em novos mercados ou a reestruturação da empresa para melhorar sua eficiência e rentabilidade.

Ao final do período de investimento, os players procuram vender sua participação na empresa por um preço mais alto do que o preço de compra, obtendo, assim, o lucro. Há diferentes formas de essa venda ser realizada, como por meio de uma venda privada, uma fusão ou aquisição.

Outra possibilidade é vender as ações durante uma oferta pública inicial (IPO), que consiste em colocar as ações da empresa para venda na B3 pela primeira vez, permitindo que qualquer investidor adquira esses papéis.

Qual é um exemplo prático de Private Equity?

Um exemplo prático de como funciona o Private Equity seria o caso da empresa de tecnologia Dell. Em 2013, a Dell foi adquirida por um consórcio liderado pela empresa de Private Equity Silver Lake por US$24,4 bilhões.

O objetivo da Silver Lake era transformar a Dell em uma empresa privada. Assim, essa organização teria mais flexibilidade para fazer mudanças significativas e de longo prazo sem a pressão dos acionistas de curto prazo.

A Silver Lake acreditava que, sendo uma empresa privada, a Dell seria capaz de tomar decisões estratégicas mais rapidamente, o que seria benéfico para a empresa em longo prazo.

Após a aquisição, a Silver Lake trabalhou em conjunto com a equipe de gestão da Dell para implementar um plano estratégico que incluiu a diversificação dos negócios da empresa, a reorganização da estrutura organizacional e a redução de custos.

No ano de 2018, a Dell anunciou que estava considerando um IPO para levar a empresa de volta ao mercado de ações. A Silver Lake e outros investidores de Private Equity, juntamente com a equipe de gestão da Dell, foram capazes de valorizar a empresa significativamente desde a aquisição em 2013 e estão prontos para colher os benefícios do investimento.

Esse exemplo mostra como o Private Equity pode ser usado para adquirir e transformar empresas com potencial de longo prazo. Por meio de uma combinação de financiamento, suporte de gestão e investimento estratégico, os investidores de Private Equity são capazes de ajudar as empresas a crescer e criar valor para os acionistas.

Nesse exemplo da Dell, a Silver Lake transformou uma empresa pública, que estava enfrentando desafios, em uma empresa privada bem-sucedida. No fim, ela estava pronta para retornar ao mercado de ações com uma estratégia clara e uma perspectiva positiva.

Mais um caso

Outro exemplo relevante de Private Equity que podemos listar é da XP Investimentos. Em 2010, essa empresa recebeu seu primeiro aporte de capital proveniente da Actis, um fundo de Private Equity da Coroa Britânica.

A Actis adquiriu uma participação minoritária na empresa, que foi completamente vendida em 2016. O fundador e presidente da XP Investimentos, Guilherme Benchimol, credita a Chu Kong como o primeiro investidor a identificar o valor na empresa.

Uma estratégia adotada foi a diversificação do portfólio de produtos. A instituição tem se concentrado em investimentos além da renda fixa, incluindo fundos de Private Equity, que são liderados por Chu Kong. Atualmente, a XP Investimentos é uma das principais empresas de investimento independente do país, com uma base de clientes que ultrapassa 1,5 milhão.

Quais são os pontos fortes e fracos desse investimento?

Assim como qualquer outra estratégia e forma de investimento no mercado financeiro, o Private Equity tem seus pontos fortes e fracos. É importante que você os conheça minuciosamente.

Pontos fortes

Os pontos fortes do Private Equity o tornam uma opção atraente para investidores que buscam retornos elevados em longo prazo. Entre as principais vantagens, podemos listar:

Potencial de retorno mais elevado

Muitas vezes, o retorno conquistado pelos investidores é acima do que é possível obter em outras classes de ativos, como ações negociadas em bolsa. O potencial de retorno elevado se deve ao fato de que as empresas investidas, geralmente, têm um alto potencial de crescimento, o que pode se traduzir em um aumento no valor da participação acionária dos investidores.

Controle e influência sobre a empresa

Como investidores acionários, os participantes desse tipo de investimento têm uma participação ativa na gestão e estratégia da empresa investida. No geral, os investidores têm o poder de veto em decisões importantes da empresa, o que dá a eles certo grau de controle sobre o destino do investimento.

Flexibilidade

O Private Equity é um investimento altamente flexível em relação a outras opções de investimento. Os investidores podem adaptar seu investimento a diferentes setores, regiões geográficas e estágios de maturidade da empresa investida. Isso permite que eles tenham acesso a um amplo espectro de oportunidades de investimento e reduzam o risco de investir em um único setor ou mercado.

Duração do investimento

O período de investimento do Private Equity, geralmente, é de vários anos. Isso significa que os investidores podem se concentrar em oportunidades de longo prazo e não precisam se preocupar com a volatilidade de curto prazo do mercado de ações.

Esse período mais longo de investimento permite que os investidores trabalhem com a administração da empresa investida para implementar um plano estratégico a longo prazo.

Possibilidade de alavancagem

Essa estratégia permite que os investidores utilizem a alavancagem para financiar seus investimentos. Isso significa que eles podem obter financiamento adicional para investir em empresas e aumentar seu potencial de retorno. No entanto, o uso de alavancagem também aumenta o risco do investimento.

Pontos fracos

Também há pontos fracos e riscos que os investidores devem considerar antes de investir. Veja alguns dos principais pontos fracos que você precisa conhecer antes de fazer um investimento no Private Equity.

Risco

Esse é um considerado um investimento de alto risco. Os players assumem um risco significativo ao investir em empresas que, muitas vezes, são de pequeno ou médio porte e com uma história limitada no mercado.

Essas empresas podem não ter uma fonte de receita estável, o que aumenta a possibilidade de fracasso. Como também a liquidez é considerada baixa, significa que os investidores podem enfrentar dificuldades ao tentar vender suas participações caso precisem de dinheiro,

Retornos não seguros

Todos os retornos no Private Equity são altamente incertos. Embora o potencial de retorno elevado seja atraente, não há garantias de que os investimentos serão bem-sucedidos. As empresas investidas podem enfrentar dificuldades financeiras, mudanças na indústria ou problemas na gestão, o que pode levar a perdas significativas para os investidores.

Dificuldade em avaliar o desempenho

O desempenho das empresas investidas pode ser difícil de avaliar, especialmente no início do investimento. Isso pode dificultar a tomada de decisões informadas sobre a estratégia de investimento e pode levar a decisões erradas que afetam negativamente os retornos dos investidores.

Altas taxas e comissões

É possível que esse tipo de investimento seja bastante custoso. Os investidores, geralmente, pagam altas taxas de gestão e comissões de desempenho para os gerentes de fundos. Isso pode reduzir significativamente os retornos dos investidores e limitar a atratividade do investimento.

Risco de conflito de interesses

Esse tipo pode apresentar um risco de conflito de interesses, uma vez que os gestores de fundos podem estar motivados a maximizar seus próprios lucros, em vez de atuar no melhor interesse dos investidores. Além disso, os gestores de fundos podem ter interesses conflitantes entre investidores que buscam retornos em longo prazo e aqueles que estão mais interessados em obter lucros imediatos.

Depois que você entendeu o que é Private Equity, agora tem mais uma estratégia valiosa em suas mãos que pode ser usada para maximizar os seus ganhos. Porém, ele também apresenta seus próprios benefícios e desvantagens, sendo crucial que você avalie cuidadosamente os pontos explicados neste conteúdo antes de fazer esse tipo de investimento, além de também ser necessário considerar se o investimento se adequa aos seus objetivos de investimento e perfil de risco.

Quer tomar a decisão certa para ter sucesso financeiro? Leia nosso conteúdo que ensina como você pode desenvolver uma visão empreendedora!

Este artigo lhe foi útil?

Dê sua nota e comente abaixo:
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

Obrigado pelo seu voto!

Ele será muito importante para nossa avaliação
Usamos cookies para personalizar o conteúdo, adaptar e medir anúncios, além de oferecer uma experiência mais segura a você. Ao continuar a navegação em nosso site, você concorda com o uso dessas informações. Leia nossa Política de Cookies e saiba mais.
Assine nossa newsletter | Assine a newsletter e receba as últimas novidades no seu email.